Samea Gamal foi responsável por tornar o véu popular nos teatros egípcios e o apresentou nos EUA em um filme intitulado “Ali Babá e os 40 ladrões”, que foi então exportado para outros paises. A partir de então a dança com véus se popularizou sendo utilizada por muitas bailarinas principalmente as americanas, e por todas que buscavam um toque especial em suas apresentações, pois dançar com o véu encanta pelo seu colorido e mistério.
Nos dias atuais se tornou fora de moda no Egito. Pode ser encontrado na Turquia, mas para ter os mais elaborados usos dos véus na dança, precisamos observar as dançarinas dos EUA, Inglaterra e Europa.
Dançar com o véu fascina o publico principalmente quando a bailarina consegue uma perfeita harmonia de sua dança com o tecido que está em suas mãos, quando ele se transforma em um prolongamento de seu corpo e desperta leveza ao dançar. O velar-se e desvelar-se na dança possuem um significado profundo de harmonia entre corpo e alma. Sempre que possível desfrute de mais este benefício da dança!
Dentro desta modalidade podemos encontrar diversas variações de utilização do véu. A principio temos a dança com um único véu que varia em tamanhos de 1,40 x 2,20 á até 3,00 metros de comprimento, em seguida encontramos as danças com véus duplos sendo normalmente de tamanhos iguais, também temos a dança dos sete véus tão “famosa” pois a bailarina entra em cena envolvida por sete pequenos véus normalmente com as sete cores do arco-íris e durante sua dança vai retirando um por vez, e talvez a mais recente utilização de um véu plissado em forma de “asa” introduzido no Brasil pela bailarina Hayet. As variações da utilização deste instrumento aparecem a cada dia que passa, pois existem infinitas possibilidades de utilizá-lo ao dançar.A amarração padrão do Meleah passa o véu por baixo dos seios, prendendo uma das pontas embaixo do braço. Do outro lado, o véu passa por cima da cabeça e é seguro pela mão. Durante a dança, a bailarina “puxa” o Meleah para que este fique justo ao corpo e ressalte suas formas femininas, principalmente o quadril. No decorrer da música, a bailarina solta o lenço e dança até o fim com ele nas mãos. É comum vê-las dançando com um chador (quase sempre de crochê) cobrindo o rosto, que também pode ser tirado no decorrer da apresentação. Outra observação interessante: a dançarina masca chiclete durante a dança (tradicionalmente, as egípcias costumam mascar goma de miske).
Com um jeito de andar despreocupado como de “menina sapeca”, o lenço e o chador cobrindo o que mais tarde será descoberto, o ato de mascar chiclete, a música (sempre muito alegre) são fatores importantes que caracterizam as garotas Baladi (nascidas naquele país) do Egito. É uma dança cheia de estereótipos, onde é necessário charme e uma pitada de ousadia de quem a interpreta.